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14 de maio de 2015

Como morrem os fascistas, por Mauro Santayana

Um neonazista, veemente antissemita e anticomunista, vivendo em um país da Europa Oriental, vice-líder de uma organização de brutamontes que invadem, uniformizados, bairros de periferia, para desfilar e espancar velhos, crianças e mulheres ciganas - povo profundamente discriminado por essas bandas - descobre, repentinamente, que é judeu, e que sua avó foi prisioneira no campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial, onde perdeu boa parte da família.
Ele deixa, então, sua velha vida, abandona aquele que era o seu partido e a sua antiga organização paramilitar, e passa a fazer palestras em escolas de segundo grau, alertando para os perigos da discriminação. 

O que é isso? Um conto do escritor alemão Günter Grass, morto há poucas semanas? Um roteiro de Rainer Werner Fassbinder, o diretor de “Berlin, Alexanderplatz”? Nada disso. Por incrível que pareça - até agora, pelo menos - trata-se de uma história real, a do político húngaro Csanad Szegedi.

http://jornalggn.com.br/blog/jota-a-botelho/como-morrem-os-fascistas-por-mauro-santayana

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